Paciente Oncológico (câncer)


SENADO aprova PROJETO  para OBRIGAR PLANOS DE SAÚDE a COBRIREM TRATAMENTO  QUIMIOTERÁPICO VIA ORAL , feito em casa.
Brasília – A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta quarta-feira projeto que obriga os planos de saúde a cobrirem tratamento quimioterápico via oral, feito em casa, para pacientes com câncer. A inovação, que consta da proposta de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS), também cobre medicamentos para controle de efeitos adversos relacionados ao tratamento. No projeto, Ana Amélia argumenta que atualmente cerca de 40% do tratamento  oncológico se vale de medicamentos de uso domiciliar. Em 15 anos ela estima que tal procedimento chegará a 80% dos casos. Segundo ela, não há cobertura dos planos para esse tipo de tratamento, o que acaba por transferir “boa parte dospacientes e seus custos assistenciais para o Sistema Único de Saúde (SUS)”.

“A quimioterapia oral feita em casa oferece vantagens substanciais ao paciente, tanto físicas como emocionais, tais como sentir-se menos agredido pelo tratamento, o que proporciona maior adesão e facilidades, uma vez que não tem que alterar a sua rotina, não precisa gastar com transporte nem ter alguém disponível para acompanhá-lo à unidade de saúde”, 

afirmou o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), relator do projeto. Moka apresentou uma emenda ao projeto para delegar à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e às sociedades médicas de especialistas da área para fazer a inclusão desses medicamentos no rol de cobertura dos planos de saúde.  A matéria deverá seguir para apreciação da Câmara dos Deputados, exceto se houver recurso de um dos senadores para levá-la para apreciação do plenário. 

Os planos de saúde terão 180 dias, após a sanção da lei, se isso ocorrer, para se adequar à nova regra.
(publicação de Ricardo Brito)


ESPÉCIES DE TRATAMENTO do CÂNCER - dicionário


Quimioterapia É um tratamento realizado por meio de um ou mais medicamentos que possuem capacidade de destruir as células tumorais. É considerado como sistêmico porque atinge todo o organismo.
Quimioterapia oral e injetável Dependendo da situação clínica, a quimioterapia pode ser realizada com a ingestão oral de comprimidos ou por via venosa dissolvida em soro. “Essa última é mais freqüente, porém, vem aumentando a disponibilidade de alguns quimioterápicos novos por via oral”, explica o médico Robson Ferrigno.
Quimioterapia ambulatorial  Acontece quando o tempo de infusão de um soro com quimioterápicos é curto (em torno de duas horas) e o paciente possui condições clínicas de ir ao ambulatório para receber a medicação. Se o tempo de infusão for muito longo, às vezes durante alguns dias, e o paciente não estiver clinicamente bem, a técnica é realizada com o paciente internado.  Ao lado da cirurgia e quimioterapia, é uma das três principais modalidades técnicas de combate ao câncer. É um tratamento localizado e realizado por meio da aplicação de radiação ionizante em determinada região do corpo, afetada pela doença. Quanto mais concentrada a dose de radiação no tumor e menor nos tecidos normais vizinhos, menores as possibilidades de complicações e Radioterapia melhor é o resultado para a cura.

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OITO fatores que aumentam o risco do CÂNCER de PRÓSTATA

Sociedade lista as condições por trás doença, algumas evitáveis como tabagismo e obesidade


Apenas entre 5% e 10% dos casos de câncer de próstata são atribuídos às mudanças celulares que os homens herdam de seus pais, afirma a Sociedade Americana de Câncer (ACS, sigla em inglês)
O restante dos casos (cerca de 90%) pode ser atribuído às alterações nas células que acontecem durante a vida de um homem.
Quais são os fatores que aumentam a probabilidade de ter câncer de próstata? A ACS elenca uma lista de hábitos de risco
1) O primeiro fator é ter mais de 65 anos. Dois em cada três casos de câncer de próstata ocorrem nesta faixa-etária
2) Ser afro descendente, mas as razões para este grupo ser mais vulnerável a este tipo de câncer ainda não são compreendidas
3) Por razões também não muito claras, a incidência de câncer de próstata também é maior entre os que são de origem da América do Norte e noroeste da Europa
4) Ter alguém na família com histórico de câncer de próstata
5) Comer uma dieta rica em carne vermelha e produtos lácteos com alto teor de gordura. Homens que têm este padrão alimentar também costumam comer menos vegetais e frutas
6) Ser obeso
7) Não fazer exercícios físicos em quantidade suficiente
8) Ser fumante
The New York Times | 06/06/2011 17:59


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FIQUE ALERTA!!

MULHERES COM CÂNCER DE MAMA INICIAL NÃO COMPLETAM TRATAMENTO

A maioria das pacientes com a doença em estágio inicial não completa terapia hormonal prescrita, revela um novo estudo




Mulheres abaixo dos 40 anos, acima dos 75 anos, que fizeram apenas a retirada do tumor em vez de mastectomia e que tiveram outra doença são as mais propensas a descontinuar a terapia mais cedo.
Pesquisadores norte-americanos examinaram os arquivos farmacêuticos de 8.769 mulheres diagnosticadas com estágio 1, 2 ou 3 de câncer de mama hormônio-sensível entre 1996 e 2007. Cada mulher tinha pelo menos uma prescrição para terapia hormonal em um ano de diagnóstico de câncer de mama. As mulheres usavam tamoxifeno (43%), inibidores de aromatase (26%) ou as duas medicações (30%).
Ao final da análise, constataram que aproximadamente 49% delas completaram todo o regime prescrito de terapia hormonal. Após quatro anos e meio, 32% delas pararam de tomar o hormônio. Entre aquelas que não pararam, 72% terminaram sua programação (o que significa que tomaram a medicação mais de 80% das vezes).
Em geral, segundo os pesquisadores, elas param a terapia hormonal mais cedo por uma série de razões, incluindo os efeitos colaterais como dores e fadiga, falta de entendimento sobre os benefícios da terapia, e o alto custo dos medicamentos.
“Frequentemente, os médicos não têm consciência da obediência do paciente e isto vem se tornando um assunto importante no câncer”, disse o líder do estudo, Dawn Hershman, professor associado de medicina e epidemiologia no Centro Médico da Universidade de Columbia, em um material de divulgação do Journal of Clinical Oncology. O estudo foi publicado no site do jornal no final de junho.
“É muito preocupante que pacientes abaixo dos 40 anos tenham o maior índice de descontinuação porque são as pacientes com maior expectativa de vida”, diz ele. “Se nós pudéssemos entender melhor as questões envolvidas, poderíamos entender porque pacientes não aderem a outros tratamento que saiam da clínica, como a quimioterapia oral, tão frequentemente quanto gostaríamos.


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ONCOFITNESS: EXERC[ICIOS CONTRA O CÂNCER DE MAMA

Combinação de musculação e atividade aeróbia reduz os efeitos da quimioterapia e eleva a qualidade de vida das pacientes.

A combinação de exercícios aeróbios e musculação – chamada por alguns especialistas de oncofitness – pode elever a qualidade de vida e ajudar a superar o coquetel de sentimentos 
que a doença provoca, especialmente em mulheres com câncer de mama.Não são poucas as técnicas alternativas e tratamentos paliativos que buscam, de alguma forma, aliviar a dor e os 
efeitos colaterais da quimioterapia em pacientes com câncer. As opções, porém, nem sempre dependem exclusivamente do avanço da medicina.


Segundo Alexandre Evangelista, professor de educação física e instrutor de oncofitness  do Hospital A.C Camargo, em São Paulo, a atividade física regular é capaz de reduzir em 20% os efeitos da quimioterapia .


Perder a imagem corporal é conseqüência imediata e quase inevitável para a maioria das pacientes. Raiva, depressão e desânimo são sintomas recorrentes. Dentro deste cenário, o papel da musculação e do exercício aeróbio é resgatar a autoestima e o humor.





Foto: Getty Images
Atividade física regular é capaz de reduzir os efeitos da quimioterapia



Na visão do personal, além de controlar a náusea e aliviar as dores crônicas, o exercício tem um resultado psicológico extremamente positivo.



















“O câncer de mama, hoje, é   altamente curável. O processo exige tratamentos, mas a maior dificuldade das mulheres é lidar com a mastectomia e com os danos à saúde mental provocados pela retirada da mama.”
Durante o treino, explica o educador, o organismo libera beta endorfinas, enzimas que provocam a sensação de bem-estar, e citocina,substância que ajuda a combater processos inflamatórios. 
“São essas reações fisiológicas do corpo, estimuladas pelo exercício, que contribuem para a qualidade de vida dos pacientes e melhoram a forma como eles encaram a doença.”
O exercício aeróbio, revela o instrutor, além de estimular a perda de calorias e ajudar no controle de peso, fundamental no tratamento da doença, oferece equilibrio psicológico durante o processo. “Reduz a ansiedade e trabalha o sentimento de raiva em relação ao problema.”
Em média, a modalidade estimula uma perda de 10 calorias por minuto, três a mais do que é possível conseguir através da musculação. “Engana-se quem pensa que atividade resistida não tem gasto calórico. A diferença é que trocamos sete calorias por massa muscular, um ganho extremamente positivo para o organismo.”
Alexandre Evangelista pontua que a quimioterapia tende a provocar um défict de massa óssea e muscular. O trabalho com carga e peso é, na visão do professor, preventivo. “A musculação diminui o risco de fraturas por queda, melhora o equilíbrio e a força, o que se reflete diretamente na qualidade de vida dos pacientes.”
Condicionamento ou oncofitness?
Embora não faça o uso do termo oncofitness, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), tem, há um ano, um trabalho bem similar de condicionamento físico dos pacientes. Para Christina Brito, fisiatra da Instituição, o exercício melhora o sono, o humor e tem um impacto muito grande na qualidade de vida.
O diagnóstico de câncer provoca, na maioria dos casos, uma postura mais passiva, protetora nos pacientes, de cuidados muitas vezes excessivos, revela a médica. A função do treino é retirá-los na inatividade e combater a fadiga, pois os sintomas depressivos são prejudiciais ao quadro.
“Os resultados são expressivos em mulheres com câncer de mama. Elas desenvolvem um potencial que não sabiam que tinham, ficam mais ativas, menos dependentes, mais confiantes e seguras.”
De acordo com a especialista, há estudos americanos que relacionam a prática de exercícios com a queda na taxa de mortalidade da doença feminina. 
“Ainda não sabemos as causas diretas, mas alguns trabalhos mostram que a mortalidade do câncer em mulheres com atividade física regular é mais baixa.”
No Icesp, o acompanhamento é feito em três sessões semanais, durante três meses. Os cuidados são maiores nas pacientes com linfoendema (acúmulo de líquido linfático nos tecidos, mas comum nos braços). Nesses casos, a carga deve ser mais baixa e a evolução, gradual. O trabalho também tem o objetivo educativo. A idéia é que os pacientes possam, após esse período, desenvolver os treinos sozinhos, em casa ou academias.

Limites
Ricardo Marques, oncologista do hospital Sírio Libanês, examina com cautela a recomendação. Na avaliação do médico, o exercício tem muito resultado em mulheres jovens, que enfrentam um processo de quimioterapia leve.
“É preciso ter muito cuidado ao generalizar. Em pacientes com outros problemas de saúde como obesidade, diabetes e hipertensão, ou em sessões mais intensas de tratamento pode ser prejudicial. A recomendação depende de idade, perfil, e tipo de tratamento”, endossa.
O especialista, entretanto, defende o potencial do condicionamento físico após a terapia. Segundo ele, a obesidade provoca o acúmulo de substâncias parentes da insulina no organismo, responsáveis por estimular o receptor nas células de câncer de mama.
“Atividade física depois do câncer reduz a presença dessas substâncias, diminuindo, assim, o estímulo sobre a célula tumoral. O resultado é objetivo: a chance de desenvolver um novo tumor tende a ser menor.”
Lívia Machado, iG São Paulo | 13/08/2010 12:10


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MASTECTOMIA DÁ DIREITO A UM AUMENTO DE 25% NO SALÁRIO DE BENEFÍCIO


Em muitos casos se faz necessário o procedimento da "mastectomia radical" que é a retirada completa da mama. Nos casos em que a paciente for aposentada em virtude da moléstia que a incapacita para o trabalho, poderá receber um aumento de 25% sobre o valor de sua aposentadoria. Isso ocorrerá nas hipóteses em que seja comprovada a necessidade da ajuda de outra pessoa para suas atividades diárias. Tal necessidade é resultado dos 'efeitos causados pela mastectomia' dentre outros, os problemas de coluna e contratura muscular que restam por incapacitar a mulher de muitas atividades diárias.
  

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