segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Mais sobre NARCOLEPSI

Narcolepsia: bem além da preguiça

Doença causa sono incontrolável e perda de força muscular após emoções fortes

A narcolepsia é um distúrbio primário do sistema nervoso central caracterizada por ataques irressistíveis de sono e perda da força motora após emoções, denominados de cataplexia. A narcolepsia primária pode ser dividida em narcolepsia com cataplexia e narcolepsia sem cataplexia. A forma secundária pode ser consequência de uma outra condição médica, como a doença de Parkinson ou um trauma severo de crânio.
Moça dormindo no teclado
Pacientes com narcolepsia sofrem preconceito com o estigma de preguiçosos. Perdas na esfera pessoal, profissional e familiar com comprovado baixo rendimento são vistos por toda a vida destes pacientes. Sem dúvida a melhor maneira de evitar esta realidade é pela informação, que possibilita diagnóstico e tratamento adequados.

Causas e fatores de risco

O que se sabe hoje é que a narcolepsia é consequência da perda de um grupo de células localizadas numa região cerebral chamada de hipotálamo. Estas células morrem precocemente e não produzem uma substância chamada de hipocretina, responsável por nos manter acordados.
A falta ou a diminuição desta substância no sistema nervoso central desencadeiam os sintomas da narcolepsia. Muitas são as possibilidades propostas para explicar esta morte celular. A mais aceita atualmente é a teoria imunológica, em que há uma agressão do sistema imunológico do próprio paciente contra as células do hipotálamo. Esta autoagressão pode ser desencadeada por alguns agentes internos ou externos após uma reação causada por uma infecção viral, por exemplo.

Incidência

A narcolepsia possui uma prevalência de cerca de 2 portadores para cada 10 mil pessoas, e está relacionada com a presença aumentada de dois genes alelos: HLA-DQB1*0602 e HLA DR2.

Sinais e Sintomas

Além da sonolência excessiva durante o dia, a doença também pode ser caracterizada pela fraqueza muscular após episódios de emoção.
Em um quarto dos pacientes, podem ocorrer as alucinações hipnagógicas, que se manifestam durante a transição entre o sono e a vigília. Outros 30% dos casos são marcados pela paralisia do sono, uma paralisia do corpo ao acordar. Também é bastante comum a fragmentação do sono noturno.

Diagnóstico

O diagnóstico da narcolepsia é feito por meio da análise das queixas clínicas e pela avaliação eletrofisiológica (exame de polissonografia). A suspeita clínica é muito importante e direciona para uma investigação com a polissonografia e com o teste de múltiplas latências do sono.
A polissonografia é importante para afastar outras doenças do sono que poderiam justificar a sonolência execessiva durante o dia, como a síndorme da apneia do sono.
Já o teste de múltiplas latências do sono consiste na análise de cinco cochilos de 20 minutos de duração durante o dia. O diagnóstico de narcolepsia é confirmado quando o paciente dorme muito rapidamente durante os cochilos e com as fases do sono muito mais profundas do que em pessoas normais.

Tratamento

O controle da sonolência excessiva e da cataplexia é o objetivo do tratamento, que pode ser dividido em comportamental e farmacológico.
O tratamento dos pacientes com narcolepsia visa a integração familiar e pessoal. Os horários regulares para a rotina diária e uma boa higiene do sono são pontos chaves para um bom resultado. Alguns pacientes percebem um grande benefício com curtos cochilos programados, além de atividades físicas regulares que auxiliam no controle da sonolência excessiva durante o dia. Deve-se evitar o consumo das bebidas alcoólicas, das drogas sedativas ou daquelas medicações que promovam o sono, como os antialérgicos.
O tratamento farmacológico deve ser individualizado e o seu manejo deve ser realizado em centros especializados. Para pacientes com narcolepsia, o suporte e a educação continuada de seus familiares e pessoas próximas também são fundamentais para um bom desempenho psicossocial.
Fonte: Dr. Fernando Morgadinho, neurologista e especialista em Medicina do Sono.

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